Lartigue, a sorte de um cabelo comprido e o processo.

Novas Posturas, RPG mental, capitulo 2: da dificuldade de cortar os cabelos no seu processo de transformação da matéria.

O capitulo 1 era algo sobre como largar uma profissão, escrever um livro botando a cara na capa e dizendo pra todo mundo que você ta se fodendo, que quer mesmo é comercializar sexo sadomasoquista.



as pessoas se preocupam com CABELO. cabelo! 
acham que eu enlouqueci. por que é cabelo louro? pessoal acha que é um sacrilégio. 

eu comecei a tirar muitas fotos de uns tempos pra cá. e cara, uma foto é uma visão de outra pessoa sobre ti.

e pensei: quando eu me olho no espelho, me vejo linda. mas na foto, na visão de outro, não. eu preciso que o fotografo se relacione comigo, que me veja. que acredite em mim, não na minha forma e conceito. eu gosto das fotos do Lartigue, sabe de que tipo de foto eu falo? acho incríveis. não pelas imagens em si, mas porque nas que ele fez até os 16 era só a emoção de contemplar o processo, o movimento. nem maturidade motora, nem ajustes na câmera, pouca lógica aparente.

e pensei de novo: não estou me comunicando, não estou conseguindo. isso importa sim, meu foda-se é pra quem não bota a cabeça pra fora, pela janela, numa egotrip. quero saber quem são essas pessoas away. tem gente demais no mundo, ferramentas como fotos, roupas, cabelos são necessárias: ao tecnológico, o que é lógico. atenção, eu falei ferramentas!

do meu pensamento, ao verbo: porque não passar por essa experiência de matar o cabelo belo e sentir a maravilha do processo, ele crescendo? que ele na verdade é um conceito de sorte e felicidade, mas só isso? (só=estou falando do conceito).
louro, comprido, cheio de ondas, símbolo de que, porra! tu tem sorte! Não corta isso.
sorte de que? 
aí, tive que cortar.

Agora, leia com pausa dramática, e um minuto de silêncio pro John:
Cabelo é um conceito.
Eu não acredito na dor.
Cabelo não vai medir o tamanho de algo que não existe, a "dor", por exemplo.
Eu não acredito em cabelo, eu não acredito em deus.
Eu acredito em mim.

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