Lush: Bichos, Torturas, Mulheres e Publicidade

       A indústria de cosméticos Lush criou um cenário com uma mulher (branca, jovem, atraente) sendo capturada e maltratada para ilustrar o que acontece com os animais usados nos testes de produtos pro rosto e corpo dos animais humanos. Enfim, é um estória recorrente na publicidade - e, uma forma ou de outra, acaba funcionando. O PETA usa esse tipo de estratégia envolvendo ferramentas que vão desde a pornografia à violência; mas como uma entidade corporativa, a Lush se coloca no alvo da sociedade que julga se existem motivos pra trabalhar com esse tipo de imagem. Enquanto o PETA parece estar perseguindo publicidade para o seu próprio bem com essas estratégias, a Lush aparentemente está operando com a teoria de do "falem bem ou falem mal, mas falem de mim".  Ou não? #ficaadúvida



Algumas questões podem ser levantadas, a partir de diversos pontos de vista:

  • Eles consideram que as mulheres podem ser desligados de tudo que orbita o "ser humano", comparando-os com os animais?
  •  É válido cruzar os discursos sadomasoquistas, dos direitos dos animais e da publicidade?

       De qualquer forma, de uma coisa não posso discordar: existem pessoas que acreditam que algo só é ruim quando acontece a uma mulher jovem e branca; e que ela sente mais intensamente que os outros seres.

Na sua vitrine da Regent Street, a Lush coloca durante horas uma atriz torturada por um homem de jaleco e máscara. Não surpreendentemente, vemos uma ligaçãozinha básica com BDSM.



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